
Não me condene por ser ousado.
Fico atrapalhado,
tropeçando nos gestos,
deixando de lado
a burocracia das aparências.
Não vou negar minha indecência,
a vontade de despir tua pele,
de dizer bobagens,
de aquecer teu corpo
junto ao meu.
De mexer no teu cabelo,
de acariciar teu joelho
e deixar minha mão
subir lentamente.
De te olhar nos olhos,
de sentir teu coração
a cada reação
de meus movimentos.
Quero estar dentro de ti,
te fazer gemer, gritar, sorrir
e te levar ao paraíso.
Quero me perder em tuas curvas,
até a noite turva
ser o mais belo amanhecer.
E depois,
em nosso cansaço,
renascer,
embriagdo no prazer
de tua existência.
Cristian Ribas

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